Ex-diretor da Taquigrafia da ALERJ comenta exigência de concurso do Senado.

Mensagem dirigida ao Diretor da Taquibras pelo taquígrafo Solon Soares de Souza, diretor aposentado da Taquigrafia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ, a propósito da exigência, no edital do concurso para taquígrafo do Senado Federal, de registro dos candidatos em órgão fiscalizador de taquígrafos:
“Paulo, uma vez mais, a Taquibras, por seu intermédio, traz à baila assunto da maior relevância. A nota em epígrafe causou-me profunda estranheza, pelo seu inusitado. O fato me levou a um Encontro de Taquígrafos em Fortaleza, há bastante tempo, inclusive com a presença do então Ministro do Trabalho Antônio Magri, exatamente para se debater a regulamentação da profissão de taquígrafo. Depois de longos debates, dos quais participaram ilustres convidados e profissionais da área de taquigrafia, não se chegou a conclusão alguma a respeito do assunto, porque, se de um lado interessava ao Governo, por outro dividia a classe dos taquígrafos, pelas especificidades dos campos de atuação dos mesmos. Falou-se, por exemplo, em remuneração profissional, fixação de um salário minimo profissional, carga horária, exigência de escolaridade superior, parlamento, judiciário, comércio, indústria, escritório, enfim, uma interminável gama de diferenças que, discutidas ao longo de décadas seguidas, como trilhos paralelos, se perderia na amplidão do espaço, sem consenso. Concordo, plenamente, com a exclusão de tal exigência. Um forte abraço.”
Taquibrás (28/12/2011)